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ACONTECE

Acompanhe nossas atividades e publicações

TBT de uma pesquisa que olha, escuta e produz memó TBT de uma pesquisa que olha, escuta e produz memória a partir do território. 🌿📷

No dia 17 de abril de 2026, a doutoranda Ana Patrícia Barbosa de Sousa realizou a qualificação da pesquisa “Narrativas autodefinidas em fotografia: re-existências no território atingido e o olhar das mulheres atingidas na Bacia do Paraopeba”.

A pesquisa parte do olhar das mulheres atingidas pelo rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, para construir narrativas autodefinidas sobre o território, articulando fotografia, memória, história, subjetividade e pertencimento.

Mais do que registrar imagens, a investigação busca compreender como essas narrativas podem produzir memória, afirmar experiências e fortalecer a luta por direitos diante de um desastre-crime que segue atravessando vidas e territórios.

Em breve, esse percurso chega a mais um momento importante: a defesa da tese. E nós seguimos acompanhando, celebrando e aprendendo com essa pesquisa potente, que transforma o olhar em memória, presença e luta.

👀 Fiquem de olho nas nossas redes para acompanhar todas as novidades corisqueiras! Tem muita coisa bonita e potente chegando por aqui. 💚

#tbt #defesaqualificação #corisco #ufmg #doutorado
“Um parágrafo que amei” está de volta! 🥰 Nossa co “Um parágrafo que amei” está de volta! 🥰

Nossa corisquer Yasmin Gerimias, mestranda do PPGCOM UFMG, reinaugura o quadro com um trecho de “Gastronomia-encruzilhada: tecnologias de afrobrasilidades em alimentação”, de Lourence Alves.

💌 A passagem está na página 191 e parte da cosmopercepção nagô para deslocar o “penso, logo existo” cartesiano. No pensamento nagô, o ser não é uma substância fixa, mas força em movimento, e a vida só se realiza na relação com a natureza, com a coletividade e com a ancestralidade. Nas palavras de Lourence: “Ser, portanto, é relacionar-se; existir é interagir.” 

Uma concepção de existência que dialoga com a comunicação, com a pesquisa e com o modo como a gente faz o Corisco: em aliança e confluência. 

Sobre a autora: Lourence Alves é filha de Iemanjá, cozinheira, mãe de Carolina Maria e poeta. Doutora em Alimentação, Nutrição e Saúde (UERJ), mestra em História das Ciências e da Saúde (Fiocruz), bacharela em Gastronomia (UFRJ) e em História (UERJ). Atualmente é professora e pesquisadora no Departamento de Ciência dos Alimentos da UFBA.

E você, qual amou frase, frame, parágrafo, oralitura, canção recentemente? Conta pra gente nos comentários! 🫂

#coisasqueamei #corisco #ufmg
🌀Um mundo onde cabem vários mundos. Essa ideia, 🌀Um mundo onde cabem vários mundos. 

Essa ideia, compartilhada pela comunidade da retomada Tekoha Guaiviry Yvy Pyte Y Jere, atravessa muitas das narrativas que o CORISCO vem construindo em diálogo com o território. Foi também a partir dela que, no dia 1º de outubro, realizamos nosso terceiro encontro semestral, um momento de partilha, reflexão e construção coletiva sobre os caminhos abertos pela missão de trabalho ao território Kaiowá.

A missão foi de Kombi, como anuncia a própria lataria do veículo, mas também foi feita de escuta, presença e trabalho coletivo. Entre câmeras, entrevistas, rodas de conversa, atividades com crianças, visitas a escolas, plantios e encontros com parceiros, fomos construindo uma experiência em que pesquisa e participação social caminham juntas.

🌿 Durante a reunião, revisitamos essas experiências e conversamos sobre direitos, território, educação, gênero, comunicação, língua, memória e agroecologia. O direito foi traduzido para o Kaiowá e o Kaiowá para o direito. Com as crianças, os direitos ganharam letras, desenhos e imagens. Na roça, ganharam sementes, cantos, cuidado e terra.

🫂 Também ouvimos mulheres, lideranças e professoras, fortalecemos parcerias e conhecemos outras experiências de educação e agroecologia. Até a identidade visual do projeto nasceu desse encontro: se imaginávamos uma marca mais sintética, a comunidade ensinou que era preciso deixar caber mais: guiné, cedro, taioba, sol, lua, grafismos, cores e histórias.
Porque há conhecimentos que não cabem na lógica da síntese!

A missão nos lembrou que o encontro entre mundos não é simples. Há diferenças de língua, temporalidades e experiências, além de uma história marcada pela violência. Mas há também criação, aprendizado, afeto, parceria e possibilidade de transformação.

E seguimos. Os encontros semestrais do CORISCO continuam sendo espaços para compartilhar experiências, elaborar coletivamente os aprendizados e pensar os próximos passos. Agora, seguimos organizando os registros, pensando as devolutivas e preparando novas ações.

Porque uma pesquisa também pode ser caminho de ida e volta. E porque, quando escutamos verdadeiramente, talvez possamos aprender que um
Tese defendida! 📸🏹 Hoje é dia de relembrar a defe Tese defendida! 📸🏹

Hoje é dia de relembrar a defesa de Tese do agora Dr. Rodrigo Wallace Cordeiro dos Santos, realizada no dia 29 de maio, que contou com a participação do Prof. Dr. André Luis Campanha Demarchi (UFT), Prof. Dr. André Guimarães Brasil (DCS/FAFICH/UFMG), Prof. Dr. José Ribamar Bessa Freire (UNI-Rio) e Profª. Drª. Maria Aparecida Moura (DCI/UFMG), sob orientação da Profa. Dra. Luciana de Oliveira, em formato híbrido! 

🌿 A pesquisa intitulada “ESCAVACAR A HISTÓRIA OFICIAL: arquivo intermundos e memórias contracoloniais do povo Guajajara  da Terra Indígena Caru na Amazônia Maranhense” tem como objetivo criar um encontro entre pessoas indígenas - jovens, lideranças, anciãos e anciãs - do povo Guajajara, habitantes da Aldeia Maçaranduba, da Terra Indígena Caru, na Amazônia Maranhense, com imagens do e sobre este povo, arquivadas em instituições oficiais do Estado brasileiro, indigenistas ou não. A partir do encontro, buscou-se escutar a elaboração e ativação de memórias que permitiram ler o arquivo de forma territorializada, oralizada e guajajarizada, constituindo o que chamamos de um arquivo intermundos, com a confluência entre o pesquisador e as pessoas Guajajara bem como sua comunidade ampliada de existências, como: a floresta, os rios, a terra, a roça, os animais, os seres espirituais e outros e outras. 

Partindo do pressuposto de que o arquivo e os critérios de arquivabilidade são tecnologias de colonização, a história oficial foi “escavacada” (Cícera Guajajara, 2026) para ceder lugar a uma prática descolonizadora. O processo de elaboração da tese foi conduzido pelos diálogos interespistêmicos com os conhecimentos do povo Guajajara para a leitura e montagem das imagens, pelos processos de elaboração individual e coletiva, pela subversão historiográfica e constituição de uma história autodefinida, pela abertura metodológica e pela devolução das imagens. 

Quer saber mais sobre a pesquisa e/ou contribuir, deixe a sua mensagem e nos acompanhe nas redes sociais! ⚡️

#tbt #defesatese #corisco #ufmg #doutorado
Primeiro trabalho de campo no TEKOVERÃ ATY — Parti Primeiro trabalho de campo no TEKOVERÃ ATY — Participação Social Guarani-Kaiowá! 🌿

Desde o dia 13 de setembro, domingo, a equipe do Corisco embarcou em uma viagem para o Sul do Mato Grosso do Sul, com o objetivo de realizar a primeira etapa do projeto: um diagnóstico intercutural e interespistêmico no Tekoha Guaiviry!

🌛 Esperamos com esse projeto trazer o encontro do direito com a justiça para os povos Guarani-Kaiowa a partir da ampliação social em póliticas públicas de direitos humanos e fóruns de participação social.

Vem acompanhar a gente nessa caminhada coricando!! ⚡️

#corisco #ufmg #projetoguaranikaiowa #trabalhoterritorializado
Qualificação de mestrado defendida! 📸🏹 Hoje é dia Qualificação de mestrado defendida! 📸🏹

Hoje é dia de relembrar a defesa de qualificação da mestranda Lislye Stany Viana Ferreira, realizada no dia 26 de junho, que contou com a participação das doutoras Sophia Pinheiro e Cláudia Cardoso Mesquita, sob orientação da Profa. Dra. Luciana de Oliveira, em formato online! 

A pesquisa intitulada “Por que sempre mulheres? Uma análise sobre corpo-território, cinema de aliança e o vanguardismo  de mulheres Guajajara” tem como objetivo compreender como filmar e montar, em perspectiva de aliança, o vanguardismo das mulheres Guajajara nas lutas território-ambientais, tomando o cinema como prática de produção de conhecimento capaz de dar a ver e dar a sentir as condições histórico-materiais, territoriais-cosmológicas e de divisão sócio-sexual do trabalho que sustentam esse vanguardismo, e de interrogar-se acerca de quais formas políticas esse vanguardismo assume e por quê. 

A investigação concentra-se em experiências conduzidas por mulheres Guajajara a partir de percursos na TI Caru (Maranhão) e no Acampamento Terra Livre (Brasília). Metodologicamente, a pesquisa parte da criação de um documentário colaborativo — um filme por demanda das mulheres Guajajara —, seguindo-as em trabalhos territorializados e em articulações de fóruns cosmopolíticos em diversos entornos. A análise articula os conhecimentos produzidos no campo à elaboração teórica em um movimento iterativo, no qual experiência empírica e categorias analíticas se interrogam e se reformulam reciprocamente, buscando compreender como determinadas formas de organização e reprodução da vida se convertem, em contextos de ameaça territorial, em capacidades específicas de percepção, articulação e ação política.
 
Quer saber mais sobre a pesquisa e/ou contribuir, deixe a sua mensagem e nos acompanhe nas redes sociais! ⚡️

#tbt #qualificação #corisco #ufmg #mestrado
Ontem, dia 10/09, o Corisco/UFMG e o Contranarrati Ontem, dia 10/09, o Corisco/UFMG e o Contranarrativas/UFT realizaram o lançamento de “CosmoComunicação: povos indígenas, comunicação e cosmologias”, obra organizada por Prof. Dr. André Demarchi e Dra. Thainara Cavalcante e publicada pelo Selo Editorial PPGCOM/UFMG!

🫂 O encontro foi um momento para lembrar os diálogos fortalecidos desde o I Encontro Nacional Somos entre os grupos de pesquisa. Como destacou nossa co-líder Luciana de Oliveira, este lançamento é também uma “dádiva/dívida” desses encontros, que incluem bancas de dissertações e teses, pesquisas e outras parcerias.

Ao apresentar a obra, André e Thainara nos trouxeram a provocação de Ana Mumbuka: “é preciso cosmologizar a comunicação”. A partir dela, o livro propõe repensar os modos de pesquisar e escrever sobre comunicação, colocando em questão separações como natureza e cultura e ampliando a compreensão sobre quem e o que participa dos processos comunicacionais.

Escutamos e estiveram presentes também outros/as autores/as do livro, como Dr. Antonio Benites (autor em parceria com Luciana de Oliveira), Profa. Dra. Eliete Pereira, Dr. Rodrigo Wallace e Me. Thiago Allan, que compartilharam suas experiências de pesquisa e os processos de escrita que deram origem a textos que fazem parte da coletânea. 🌿

Além de integrantes do Corisco e do Contranarrativas, estiveram presentes o Prof. Alan Santos (UnB) e a integrante do movimento de Retomada Puri Uxo Txori e mestranda do PPGCOM UFV, Heloísa Puri. 

⚡️Foi bonito celebrar a publicação, alianças e desejar que “CosmoComunicação” siga como um chamamento: para ler, sentir, escutar e reverberar em outras pesquisas-vidas.

O livro está disponível gratuitamente. O link para download está na nossa bio!

🗣️ Se você já leu ou está lendo, nos conte suas inquietações! 

#coriscoufmg #cicloformativo #encontro2
Lançamento do livro “CosmoComunicação: povos indíg Lançamento do livro “CosmoComunicação: povos indígenas, comunicação e cosmologias” na quinta-feira, dia 10/9! 🌿

Depois de muitos encontros, leituras, escutas e alianças, temos a alegria de compartilhar o livro CosmoComunicação: povos indígenas, comunicação e cosmologias, obra organizada por André Demarchi e Thainara Cavalcante, e publicada pelo Selo Editorial PPGCOM/UFMG.

Com prefácio de Célia Xakriabá, este livro é um convite para deslocar o olhar, ampliar a escuta e repensar o que entendemos por comunicação. Ao reunir autoras e autores indígenas e não indígenas, a obra nos aproxima de mundos, territórios, memórias, afetos, ancestralidades, tecnologias e formas de existência que desafiam os limites da comunicação pensada apenas entre humanos. 🌀

O livro integra a coleção Sala de Aula e tem estudantes universitários como público de referência, mas também se abre a todas as pessoas interessadas em fazer a CosmoComunicação circular, provocar encontros, semear alianças e fortalecer outros modos de pesquisar, comunicar e existir.

🫂Para participar do lançamento, acesse a sala de meet indicada na publicação ou o qrcode. 

🔗O link para download gratuito do livro está na nossa bio! 
 
Desejamos a todes uma boa leitura!!
Nosso Ciclo Formativo 2026/2 teve início ontem, di Nosso Ciclo Formativo 2026/2 teve início ontem, dia 3/9 (quinta-feira), com o primeiro Encontro, na sala 3005 na Fafich! ⚡️🌿

O Programa de Encontros para esse semestre foi apresentado e discutido com o grupo, após reunião do projeto ““Participação Social no território Grande Dourados e Sul do Mato Grosso do Sul: práticas de pesquisa e extensão com Mutirões Cineclubistas e Roças de Palavras em escolas Guarani-Kaiowa (2026-2028)” e informe sobre a ida ao território de Guaiviry, de 16 a 26/09 pela equipe. Pautamos ainda as demandas e encaminhamentos da equipe de Comunicação que é parte de nosso fazer coletivo e colaborativo. 

Em nosso programa semestral, dando sequência e consequência a pactos do II Encontro Nacional Somos Corisco 2026, propomos um conjunto de ativações compósitas que traçam linhas de força naquilo que é nosso modo de existir enquanto coletivo de pesquisa e ação: articular e nutrir encontros, num mundo feito, e não é de hoje, de desencontros e desencaixes.

🫂 Assim, colocaremos em prática ideias e alianças tecidas no II Encontro, a partir da participação de pesquisadores/as, lideranças e grupos de pesquisas que estiveram presentes no evento: Dr. André Demarchi e Ms. Thainara Cavalcante (Contranarrativas UFT), Dr. Antônio Carlos Benites (Tekoha Guaiviry), Dra. Bárbara Altivo, Rodrigo Wallace, Dra. Adriana Tolentino (Fundação Carlos Chagas), Mestre Dr. Gil Amâncio (Ciberterreiro/EBA/UFMG), Dra. Daniele Adil (Auê/UFMG), Dra.Marta Quintiliano (Quilombo Vó Rita), Dra. Elionice Sacramento (Quilombo Conceição). 

Estiveram presentes no primeiro encontro a profa. Mestra Capitã Pedrina, a profa. Luciana de Oliveira, o prof. Érico Oliveira e o Prof. Frederico Mendes, além de integrantes discentes de nosso coletivo: Letícia Guimarães, Patrícia Souza, Priscila Smiths, Tércio Assunção, Yasmin Gerimias, Gustavo Santana, Ana Elisa Neves Correa, João Pedro Alves Barbosa, Pabline Santana, Janaina Melo, Lisley Viana e Juliana Rodrigues.

‼️O nosso próximo encontro contará com o lançamento do livro “CosmoComunicação: Povos Indígenas, Comunicação e Cosmologias” (Selo PPGCOM, 2026), com André Demarchi e Thainara Cavalcante (Contranarrativas/UFT); Luciana de Oliveir
🚨 Nosso grande professor e parceiro, Mestre Badu ( 🚨 Nosso grande professor e parceiro, Mestre Badu (Silvio de Siqueira), patriarca no Quilombo Mato do Tição (Jaboticatubas-MG), ancestralizou.

O mestre deixa um grande legado à luta pela terra dos povos quilombola, ao pensamento-ação pela defesa de todas as formas de vida, ao trabalho permanente de cura da terra, medicina tradicional e bens comuns da humanidade. 🌿🌿🌿

Nosso colega, professor e parceiro na Formação Transversal em Saberes Tradcionais da UFMG desde a sua criação em 2014, deixa também um enorme legado de conhecimentos e afetos partilhados com a comunidade acadêmica da nossa universidade e relevantes contribuições no ensino, na pesquisa e na extensão. 

Registramos aqui nosso agradecimento ao Mestre Badu. À família extensa do Quilombo Mato do Tição dirigimos todo nosso carinho e solidariedade 💐

Vai na paz, nosso mestre querido. 🌀
Tornamos pública e coletiva a Carta-Manifesto que Tornamos pública e coletiva a Carta-Manifesto que sintetiza discussões e proposições no Il Encontro Nacional Somos Corisco 2026: Curar a terra é escutar os mundos que ela abriga! 🌿🤝🏾

O Il Encontro Nacional Somos Corisco 2026 propõe ampliar um experimento metodológico e ontológico que vem formulando, que concebe a pesquisa como prática transformadora, enraizada no presente, mas orientada por rastros ancestrais e pela construção de futuros possíveis. Esse movimento espiralar que recupera o passado e o porvir como potências para o agora sustenta a ação coletiva do grupo e inspira seus modos de fazer ciência.

A partir das discussões nas Teias de Saberes: Terra, Agua, Ar e Fogo, trazemos as proposições detalhadas na publicação, para implementação no novo começo que se abre para nós com a experiências destes três dias de evento (28, 29 e 30 de abril).

Expressamos nosso pleno compromisso com as propostas apresentadas e em seguir cultivando alianças, palavras germinantes, ações de ensino, pesquisa e extensão em aliança respeitosa com os povos, comunidades e territórios!

#somoscorisco #IIEncontroSomosCorisco #ufmg
É com imensa alegria que eu. Rodrigo Wallace, conv É com imensa alegria que eu. Rodrigo Wallace, convido a todas e todos para prestigiarem a defesa da minha tese de doutorado no PPGCOM UFMG, orientada pela professora Luciana de Oliveira.. A tese, intitulada “ESCAVACAR A HISTÓRIA OFICIAL: arquivo intermundos e memórias contracoloniais na Amazônia Maranhense”, é mais um experimento do Corisco, ou seja, uma pesquisa em aliança, colaboração e afeto com o povo Guajajara da Terra Indígena Caru, na Amazônia Maranhense. Confira abaixo, o resumoj da tese:

Esta tese tem como objetivo criar um encontro entre pessoas indígenas - jovens, lideranças, anciãos e anciãs - do povo Guajajara, habitantes da Aldeia Maçaranduba, da Terra Indígena Caru, na Amazônia Maranhense, com imagens do e sobre o povo, arquivadas em instituições oficiais do Estado brasileiro, indigenistas ou não. A partir do encontro, buscou-se escutar a elaboração/ativação de memórias que permitiram ler o arquivo de forma territorializada, oralizada e guajajarizada, constituindo o que chamamos de um arquivo intermundos, com a confluência entre pesquisador e pessoas Guajajara bem como sua comunidade alargada de existências: a floresta, os rios, a terra, a roça, os animais, os seres espirituais e outros/as. Partindo do suposto de que o arquivo e os critérios de arquivabilidade são tecnologias de colonização, a história oficial foi “escavacada” (Cícera Guajajara, 2026) para ceder lugar a uma prática descolonizadora, guiando-se por diálogos interespistêmicos com os conhecimentos do povo Guajajara para: a leitura e montagem das imagens, os processos de elaboração individual e coletiva, a subversão historiográfica e a constituição de uma história autodefinida, a abertura metodológica e a devolução das imagens. 

PALAVRAS-CHAVE: Guajajara; Terra Indígena Caru; Amazônia Maranhense; Memória; Arquivo Intermundos

A banca será composta, além da professora Luciana de Oliveira, pela professora Maria Aparecida Moura (UFMG) e pelos professores André Brasil (UFMG), André Demarchi (UFT) e José Ribamar Bessa Freire (Unirio).

Será uma grande alegria contar com a presença de todas e todos.
✨ As memórias do II Encontro Somos Corisco agora t ✨ As memórias do II Encontro Somos Corisco agora também vivem em imagens!

As fotos do nosso encontro já estão disponíveis e podem ser acessadas através do link na bio. Cada registro carrega um pouco da potência, dos afetos e das trocas que fizeram desses dias algo tão especial. 💛

Todos os registros foram realizados por integrantes do grupo de pesquisa Corisco, que compuseram a equipe de comunicação do evento e se dedicaram com sensibilidade e cuidado para captar cada detalhe desse encontro tão significativo.

Ao compartilhar, pedimos com carinho que você mencione quem realizou o registro. Valorizar o trabalho de quem está por trás das lentes também é fortalecer nossa rede e reconhecer esses talentos! 📸✨

@priscila.smiths 
@experimentafotografia 
@dani.drumond 
@tercio.assun 
@pablinesanta 

Seguimos em conexão, criando laços e já desenhando, com afeto, o nosso reencontro no III Somos Corisco! 🌿

#SomosCorisco #fotoscorsico #UFMG #Corisco
Certificados disponíveis! 🍂 O II Encontro Nacion Certificados disponíveis! 🍂 

O II Encontro Nacional Somos Corisco: Curar a Terra e escutar os mundos que ela abriga se encerrou, mas seguimos juntes acreditando num mundo justo e que a construção do conhecimento é coletiva por meio da partilha entre saberes tradicionais, acadêmicos e dos territórios. Gratidão imensa a cada pessoa que esteve presente — presencialmente ou acompanhando as transmissões — nesses três dias de escuta, troca e construção coletiva. 🤝🏾

📃 Os certificados de participação, moderação, mediação e organização foram enviados por e-mail, via plataforma Even3. Fiquem de olho na caixa de entrada e, se puderem, deem uma espiadinha na pasta de spam. 

Se você não informou seu e-mail, pedimos que confira a pasta disponível em nossa bio com os certificados daquelas pessoas que não informaram e-mail ou não conseguimos identificar. Não encontrou ou não recebeu seu certificado? Entre em contato conosco para que possamos fazer o envio! 💌

Qualquer dúvida ou caso identifique algum erro em seu certificado não deixem de entrar em contato conosco via e-mail coriscoufmg@gmail.com! 

🚨ATENÇÃO! Após o dia 30 de julho, a plataforma dos certificados cobrará uma taxa para baixar os certificados, então fique atente e já faça o download assim que receber! 

#SomosCorisco #Certificados #UFMG #SaberesTradicionais
O que aconteceu no II Encontro Nacional Somos Cori O que aconteceu no II Encontro Nacional Somos Corisco foi um gesto de experienci(ação) política e acadêmica de comunicação intermundos! ✊🏿⚡️

Entre cantos, corpos, territórios, escutas e encontros, o 2º Somos Corisco reafirmou a urgência de construir uma universidade atravessada pela pluralidade dos saberes, pela memória ancestral e pelas lutas coletivas em defesa da vida.

Realizado na UFMG, nosso encontro ocupou diferentes espaços, transformando a universidade em território vivo de escuta, partilha e construção coletiva. O encontro marcou os 10 anos do Corisco e na ocasião reuniu lideranças indígenas, quilombolas, povos e comunidades tradicionais, pesquisadores, artistas, estudantes e movimentos sociais em torno do tema “Curar a Terra e escutar os mundos que ela abriga”.

Durante os dias de partilha, vivenciamos mesas, performances, rodas de conversa, ritualísticas, apresentações artísticas e diálogos interepistêmicos que tensionaram as fronteiras entre universidade e território, ciência e ancestralidade, pesquisa e compromisso ético com os povos e comunidades.

Mais do que um evento acadêmico, o Somos Corisco constituiu-se como espaço de re-existência, onde o conhecimento foi vivido como prática coletiva, afetiva e política. As discussões sobre justiça epistêmica, sustentabilidade, comunicação intermundos e reparação histórica evidenciaram que não há futuro possível sem escuta radical dos territórios, das florestas, dos encantados e das comunidades que historicamente sustentam outras formas de existir e produzir conhecimento.

O encontro também fortaleceu alianças contracoloniais e reafirmou o papel da universidade pública como espaço de transformação social, capaz de reconhecer que os saberes ancestrais não ocupam margens do conhecimento, mas constituem tecnologias de vida, resistência e continuidade. Em cada fala, canto, gesto e presença, o Corisco nos lembrou que pesquisar também é criar vínculos, assumir responsabilidades e caminhar coletivamente na construção de mundos mais justos e plurais.
⚡️🌿 Curar a Terra e escutar os mundos que ela abri ⚡️🌿 Curar a Terra e escutar os mundos que ela abriga

O II Encontro Nacional Somos Corisco chegou ao fim, mas os fios que tecemos aqui seguem vivos, vibrando em cada território, cada aldeia, cada terreiro, cada quilombo, cada universidade que se abriu para essa confluência.

Três dias de ritualística, escuta, partilha, saberes, afetos e muito trabalho coletivo. Não é possível nomear a imensidão de todes que estiveram presentes em corpo, em espírito e em coração.

Gratidão às lideranças, pesquisadoras, mestras e mestres que vieram de longe para nos brindar com seus saberes e suas lutas: Elionice Conceição Sacramento (Quilombo Conceição/BA), Eliel Benites Guarani-Kaiowa (Aldeia Tey Kuê/MS – FAIND/UFGD), Joziléia Kaingang (ANMIGA/UFSC), Chirley Pankará (ANMIGA/USP), Adriana Tolentino Sousa (Fundação Carlos Chagas), Lucilene Kalunga (Quilombo Kalunga-GO), Paulo Nazareth (artista), Rainha Belinha (Reino Treze de Maio), Makota Celinha (Cenarab), Danila e Marcão (Centro Espírita Pai Manoel de Aruanda), Anália Tuxá (Aldeia Setsor Bragagá), Guilherme Pankararu (TI Pankararu, graduando em Odontologia-UFMG), Gil Amâncio (EBA/UFMG), Alexandra Assis (Grupo Auê/IGC e Rede Horizontes Agroecológicos), Crisângela Ellen de Souza (Grupo Auê/IGC, Rainha no Congado), Dona Marli Borun-Kren, ⁠Aline de Oliveira Verissimo, Carla Dias e José Geraldo (pessoas atingidas pela mineração na região de Ouro Preto), Ellen Barros (Instituto Guaicuy) e a todes os grupos de pesquisa e coletivos que compuseram o Fórum Ampliado.

Gratidão especial à Dra. Capitã Pedrina de Lourdes Santos e à Profa. Dra. Luciana de Oliveira, nossas colíderes, que sustentam e animam este encontro com força, visão e amor.

Gratidão ao Grupo Auê/IGC pela pesquisa-luta em torno da comida saudável e soberania alimentar.

E a todo o show de Johnny Herno e a Berimlata 🎶 que fez a terra vibrar na Estação Ecológica.
Encerramos hoje o II Encontro Nacional Somos Coris Encerramos hoje o II Encontro Nacional Somos Corisco: “Curar a Terra é escutar os mundos que ela abriga”! ✊🏿⚡️

Nos alegra imensamente que os 10 anos do Coletivo de Pesquisa e Ação em Contextos de Risco - Corisco tenham sido marcados e celebrados pelas bonitezas vividas ao longo do encontro! 

Foram três dias de escutas, diálogos e construções coletivas, com alianças formadas e enraizadas entre lideranças afro-indígenas de diferentes territórios, povos e comunidades tradicionais, em diálogo com pesquisadoras/pesquisadores, docentes, estudantes e pessoas dos movimentos sociais. Presenças comprometidas em sustentar uma gira entre territórios, universidade, ancestralidade, ciência, escuta e ação!

Diante de um cenário em que múltiplas formas de vida seguem sob ameaças, o evento reforçou a necessidade de fortalecer esses vínculos. Curar a terra passa por reconhecer a pluralidade de modos de existir e de produzir conhecimento dentro e fora das universidades. Como dito ao longo das falas, passa também por cuidar de corpo, mente e espírito, em coletividade!

A diversidade de corpos e vozes foram catalisadores de experiências de aprendizado mútuo, baseadas no respeito, abrindo espaço para um diálogo interepistêmico sustentado na comunicação intermundos como aposta ética e política!

A parceria com o Grupo Auê marcou o compromisso com uma alimentação agroecológica sustentada, principalmente, por agricultoras rurais e pesquisadoras, afirmando a soberania alimentar como parte dessas lutas!

Como desdobramento, foi construída uma Carta-Manifesto com proposições e caminhos afirmados ao longo dos dias, que será compartilhada em breve!

Agradecemos a todas as pessoas que tornaram esse encontro possível! Vivas, vivas, somos Corisco!
⚡️Segundo dia do II Encontro Nacional Somos Corisc ⚡️Segundo dia do II Encontro Nacional Somos Corisco!

O dia foi marcado por escutas e partilhas profundas. Pela manhã, tivemos o painel “Tecnologias sociais e culturais para o bem viver: desafios de pesquisa com um olhar de dentro das comunidades tradicionais”, mediado por Janaína Melo (Unirio). Um encontro potente entre lideranças e pesquisadoras, que falaram a partir de suas vivências dissidentes e de seus territórios. Estiveram presentes a Profa. Dra. Joziléia Kaingang (UFSC), a Dra. Adriana Tolentino Sousa (Fundação Carlos Chagas), a Dra. Chirley Pankarará, liderança indígena Pankará e doutora em Antropologia pela USP, e a Profa. Lucilene Kalunga, liderança quilombola Kalunga (GO). Em confluência, reforçaram a centralidade das tecnologias sociais como práticas enraizadas nos territórios, nos modos de vida e nas formas próprias de produção e manutenção de conhecimentos tradicionais.

À tarde, o Fórum Ampliado dos Grupos de Pesquisa, mediado por Gil Amâncio (EBA/UFMG), reuniu representantes de dentro e fora da universidade. Tivemos a participação especial do artista Paulo Nazareth, Rainha Belinha e Makota Celinha, que trouxeram reflexões sobre a questão racial e a centralidade das tecnologias sociais na produção de conhecimento pelos povos afrodiaspóricos. Rainha Belinha nos lembrou que “as pessoas que entram na universidade precisam aprender a pedir licença” para realizar suas pesquisas em territórios sagrados e comunidades tradicionais e, mais do que pedir licença, também saber retornar o conhecimento para as comunidades.

Foi um momento de partilha de experiências, metodologias e formas de atuação nos territórios muito importante para todos os grupos presentes.

 🌀A programação segue com a reunião das Teias de Saberes: Terra, Fogo, Ar e Água, na Estação Ecológica da UFMG. Teremos apresentações de trabalhos, formulação coletiva de proposições, elaboração do documento-síntese e o esperado show de Johnny Herno e a Berimlata 🎶
🌿 Começou o II Encontro Nacional Somos Corisco: “C 🌿 Começou o II Encontro Nacional Somos Corisco: “Curar a Terra e escutar os mundos que ela abriga”!

Iniciamos nosso Encontro com um delicioso, nutritivo e tradicional café de boas-vindas cultivado pelo @aue.ufmg ! Entendemos a alimentação como parte essencial do nosso bem viver individual e, principalmente, coletivo, além de integrar a sociabilidade tradicional e acadêmica, como produtora de frutíferos conhecimentos e práticas intermundos.

Continuamos a nossa confluência epistêmica e cosmológica, com a ritualística conduzida pela colíder do Corisco, Capitã Pedrina, junto às mestras e mestres presentes como Cacica Anália, Pai Ricardo, Rainha Belinha e Eliel Benites, pedindo bênçãos e saudações àqueles presentes em espírito e em corpo.

Em seguida, tivemos a nossa primeira atividade, a Mesa de Abertura “Justiça epistêmica e comunicação intermundos para o bem comum”, com Elionice Conceição Sacramento e  Eliel Benites Kaiowa, sob mediação da Dra. Profa. Luciana de Oliveira,  colíder do Corisco, em que contam, compartilham e denunciam as lutas e as resistências em seus territórios, reforçando a necessidade mais que urgente de outros caminhos, outras formas de viver e se relacionar consigo e com os outros, em uma permanente e espiralada germinação de saberes e fazeres. 

Diante de um cenário de ameaças à vida, a universidade pública precisa se afirmar como espaço de escuta, acolhimento e articulação com os povos que sustentam outras formas de existência e conhecimento. Terreiros, aldeias, kilombos, rua, favela e movimentos sociais são lugares legítimos de produção e circulação de saberes. Como nos orienta e reelembra a Capitã Pedrina ao final da atividade: “Eles combinaram de nos matar e nós combinamos de viver”. 

Agradecemos a todes que colaboraram para realização do nosso encontro e que estiveram presentes presencialmente e virtualmente, pela transmissão ao vivo!

Esperamos todes pela manhã para a atividade Painel Tecnologias Sociais e Culturais Para o Bem Viver.

As inscrições para o Painel já estão encerradas, mas você ainda pode se inscrever para a atividade Fórum Ampliado Grupos de Pesquisa, que acontece amanhã (29/04) de 14h30 às 16h30!
O II Encontro Nacional Somos Corisco: “Curar a Ter O II Encontro Nacional Somos Corisco: “Curar a Terra e escutar os mundos que ela abriga” começa hoje!

📍 Auditório A102 – CAD2 (UFMG – Campus Pampulha)

🗒️ Confira a programação desta terça, 28/04:

17h – Credenciamento

18h – Café de boas-vindas ☕

19h20 – Ritualística

20h – Abertura com as colíderes do Corisco

🔴 Transmissão ao vivo no YouTube (link na bio e stories)

🌿 Entrada gratuita e aberta ao público.

🗾 Mapa detalhado e link da transmissão nos stories e no link da bio.

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